domingo, 3 de janeiro de 2010


Pra começar, Feliz Ano Novo!

        Venho por meio desta mensagem expressar minha indignação com os fatos apresentados pelo Grêmio a nós, alunos do campus Cabo Frio. Confesso que fiquei assustada ao ler a carta que o nosso diretor do grêmio, Thomas, escreveu. Nunca pensei que poderíamos sofrer tamanho golpe, nos vendo obrigados a voltar em nossas aulas de história para reconhecer a ditadura que nos está sendo imposta. Sinceramente, não esperava isso de uma reitoria tão renomada quanto a do IF Fluminense, que afinal, é a que rege todos os campi. Agora, paro para pensar... é nas mãos de uma reitoria capaz de cometer um golpe tão injusto que está a nossa escola ?? Está certo que somos uma unidade pertencente ao Campos-Centro, mas não podemos nos calar diante de tamanha injustiça e calúnias com nossa direção. Devemos nos unir e lutar junto pela democracia que tanto queremos. Não podemos ficar de braços cruzados esperando que pessoas mais "poderosas" decidam o destino de nosso campus. Afinal a direção, como o nome já diz, direciona uma escola. E até agora estávamos sendo direcionados para o caminho do sucesso.
        Enfim, quero que saibam que podem contar comigo nesta luta. Vamos protestar para que nossa direção permaneça.
        E obrigada pelas informações.


Nívea A. Rosa, aluna do Curso Técnico Integrado em Petróleo e Gás.


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"Obriga-o a compor a mentira alheia para a usar como se fosse a própria verdade. Permeiam a nossa obediência, castigam a nossa inteligência e desalentam a nossa energia criadora. Somos opinados, mas não podemos ser opinadores. Temos direito ao eco, não à voz, e os que mandam elogiam o nosso talento de papagaios. Nós dizemos não: nós negamo-nos a aceitar esta mediocridade como destino.
Nós dizemos não ao medo. Não ao medo de dizer, ao medo de fazer, ao medo de ser. O colonialismo visível proíbe dizer, proíbe fazer, proíbe ser. O colonialismo invisível, mais eficaz, convence-nos de que não se pode dizer, não se pode fazer, não se pode ser. E neste estado de coisas, nós dizemos não à neutralidade da palavra humana. Dizemos não aos que nos convidam a lavar as mãos perante as quotidianas crucificações que ocorrem ao nosso redor. À aborrecida fascinação de uma arte fria, indiferente, contempladora do espelho, preferimos uma arte quente, que celebra a aventura humana no mundo e nela participa, uma arte irremediavelmente apaixonada e briguenta."

GALEANO, Eduardo, Nós Dizemos Não, Editora Revan, Brasil, 1990.