Mostrando postagens com marcador NÃO SILENCIAREMOS.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador NÃO SILENCIAREMOS.. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Do Orgulho à Vergonha


        Nós, alunos, sempre soubemos antes mesmo de ingressar neste meio, que é um lugar digno de se estudar. Sabíamos que seria uma boa formação e que também estaríamos cercados de funcionários muitos eficientes e bem qualificados. Porém, não sabíamos nós que em um lugar que tanto nos deixava orgulhosos, poderiam simplesmente tomar atitudes tão autoritárias das quais não se têm prova concreta alguma. E onde estão as nossas opiniões? Apenas em salas de aulas em meio a debates sobre a desordem e a desonestidade que acontecem mundo a fora? E o que acontece em meio a nós? Apenas ficará por isso mesmo? Somos várias vozes baixinhas que juntas formam um belo tom. Talvez um tom de indignação, de vergonha, ou até mesmo tristeza. Por que fizeram de algo de que nos orgulhávamos tanto se tornar algo tão vergonhoso? Onde estão as opiniões, debates e o consenso? Talvez tenham ficado para trás. Nós sempre nos sentimos privilegiados por ter tamanha oportunidade de estudar em uma Instituição que muda a vida das pessoas e que realmente mudou, tanto a minha, quanto a de todos os alunos. Nossa rotina mudou, nossos esforços mudaram, nossas críticas, nossos olhares, nossas opiniões, nossos dias, nossas vidas... É como um novo mundo com mais portas abertas. Mas isso não é tudo! São tempos e tempos de batalhas, degrau por degrau até que cheguemos aonde queremos. E até lá... nós também queremos ser ouvidos, nós fazemos parte disto tudo. E por que tanta batalha para estar aqui se, aqui, somos meros seres humanos incapazes de falar? Porém, faremos o possível. JAMAIS SILENCIAREMOS!


Guilherme Mansano, aluno do Curso Técnico Integrado em Hospedagem.



        Infelizmente nem tudo é do jeito que almejamos. Não obstante, certas pessoas nem avaliam o que estão fazendo para satisfazer seus interesses pessoais, profissionais ou o diabo que for. Nossa, que coincidência, um fato bem parecido está acontecendo na nossa cara. Não vou citar o fato pois todos já estão cientes, o que vou dizer é que não, eu repito, NÃO iremos ficar calados, não iremos abrir nossas perninhas para... vocês-sabem-o-que. Não estamos nem um pouco a fim de regredir, pois com essa decisão estúpida, progredir será a única coisa que não iremos fazer. Como o título mais que propício do aluno Pedro Kapler diz: Uma sacanagem, e eu acrescento: da pior espécie. Somos um campus novo, temos apenas um ano de vida, e sem nenhum tipo de pena um golpe porco nos atinge. Não sei se estou descrevendo tudo que estou sentindo nesse texto mal escrito, mas acho que esta parcela aqui exposta já é o bastante pra saber que não silenciarei, ou melhor, não silenciaremos. Por favor não calem-se, pois a verdade é que um golpe político está se desenrolando na nossa face.


Matheus Ferreira, aluno do Curso Técnico Integrado em Hospedagem.


domingo, 10 de janeiro de 2010

Prezados(as) alunos(as) do campus Cabo Frio,


        Recebi a carta que vocês escreveram em repúdio ao ato da Reitora em destituir o diretor César e sua equipe.
        Sou professora de Macaé e provavelmente não nos conhecemos mas já temos muita coisa em comum. Aqui no campus Macaé temos sofrido as arbitrariedades da Reitoria há tempos e essa tem sido a forma de gerência do IFF. É a noção que eles vêm demonstrando do conceito de democracia.
        Assim, os parabenizo pela coragem, característica dos jovens que defendem suas idéias, e que vocês possam continuar nesta luta.


        Estou a disposição no que puder contribuir.
Um grande abraço,
Nelma Ferreira


PS.: Enquanto isso o Conselho Superior já deveria ter se reunido e determinado as regras das eleições para Macaé e Campos. O prazo era 31 de dezembro, segundo a Portaria 1003, de 27-10-09 e até agora não temos nenhuma notícia. Qual será o motivo?

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Voltamos à ditadura?!


        Essa situação que ocorreu no IFF – Campus Cabo Frio, foi uma quebra absoluta da democracia, sendo explicitada pela mão-de-ferro da Reitora. Por um momento foi negligenciado um trecho importante do nosso Hina da Bandeira :

“Sobre a imensa Nação Brasileira,
Nos momentos de festa ou de dor,
Paira sempre, sagrada bandeira,
Pavilhão da Justiça e do Amor!”


        O momento em que os guardas erguem a bandeira nos faz refletir sobre esse trecho do nosso belo hino, escrito por Olavo Bilac, mas acho que totalmente esquecido pela Cibele.
        Não vou me estender muito nesse texto, mas vou deixar uma música símbolo da ditadura. Acho que a música já diz tudo.


Pra não dizer que não falei de flores
(Geraldo Vandré)

Caminhando e cantando e seguindo a canção,
Somos todos iguais braços dados ou não,
Nas escolas, nas ruas, campos, construções,
Caminhando e cantado e seguindo a canção,

Vem, vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer,

Pelos campos a fome em grandes plantações,
Pelas ruas marchando indecisos cordões,
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão,
E acreditam nas flores vencendo o canhão,

Vem, vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer,

Há soldados armados, amados ou não,
Quase todos perdidos de armas na mão,
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição:
De morrer pela pátria e viver sem razão,

Vem, vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer,

Nas escolas, nas ruas, campos, construções,
Somos todos soldados, armados ou não,
Caminhando e cantando e seguindo a canção,
Somos todos iguais, braços dados ou não,
Os amores na mente, as flores no chão,
A certeza na frente, a história na mão,
Caminhando e cantando e seguindo a canção,
Aprendendo e ensinando uma nova lição,

Vem, vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.


Jorge, aluno do Curso Técnico em Eletromecânica.


terça-feira, 5 de janeiro de 2010



        Meu blog recebeu por email as cartas do grêmio estudantil do IFF campus Cabo Frio, que publica para que todos, principalmente a comunidade do IFF tomem conhecimento do que de fato acontece e se esconde, por trás da voz mansa, a ditadura do salto alto e do batom... vamos as cartas...
        A blogueira, que também é estudante do curso de Licenciaura em Geografia lamenta profundamente que os membros da Reitoria no fim do ano do Centenário da Rede Federal de Ensino Técnico, tomem decisões no desespero, sacrificando a democracia e a educação, priozando tão somente seus interesses políticos, que envergonham inclusive a história do partido a que pertencem ao agirem tão somente como pelegos. O que demonstra o desespero, já que perderam as vagas do Conselho Superior do IFF em eleição, e até mesmo as vagas do processo ridiculo de sorteio...
        Enquanto a reitoria anda de corola e caminhonete Hillux (qual seria a justificativa para a Hillux, seria para um rally???) os estudantes, e pessoas de bem do IFF seguem na luta por dias menos ditatoriais...



Jéssica Carvalho, aluna do curso de Licenciatura em Geografia do IFF campus Campos-Centro.
(visite Sapientia)


domingo, 3 de janeiro de 2010

Uma sacanagem



        É com o título dessa redação que eu consigo definir o que nossa Reitora fez com o diretor César. Com uma jogada magnífica, essa coisa disfarçada de mulher conseguiu afastar um homem que tratava o Campus Cabo Frio como um filho do seu devido lugar.
        Esse filho crescia rápido demais, talvez a Reitora não goste de ver crianças felizes. Outros campi que nasceram junto com o Campus Cabo Frio continuam recém nascidos, sem qualquer tipo de crescimento comparado ao nosso, os diretores desses campi parecem estar aproveitando o verão.
Acharia, no mínimo, digno, eleições para diretor do nosso Campus, mas a democracia está morta para nós. A Reitora já nomeou Romilda para o cargo de diretora.
        Quando passei no Processo Seletivo desse Instituto, nunca imaginei que meu futuro pudesse ser atrapalhado por política. É trágico ver uma “pessoa” destruindo tudo o que um grande homem construiu e ainda pretendia construir. Imagino como seria fascinante o ‘Sal da Ciência’, um projeto lindo desenvolvido por César e sua equipe. Mesmo com a verba já disponível pelo Governo Federal, a Reitora não liberou a construção desse projeto. A pergunta que fica é: Qual o motivo dessa não liberação? A resposta é simples, porém, nojenta: Política.
        De tão maléfica que essa Reitora é, ela esperou o dia 28 de dezembro para anunciar a demissão de César. Justo na época em que todos os alunos e funcionários estão curtindo suas merecidas férias. Porque ela não esperou até o dia 22 de fevereiro com todos os alunos e funcionários na escola? Tire suas próprias conclusões.
        Lembro que no ano de 2008, eu, Thomas e Thiago (agora estudantes do Campus Cabo Frio) participamos de um torneio de paródias, cujo tema era democracia. Torneio disputado no Colégio Municipal Paulo Freire, nosso colégio em 2008. Durante uma manhã de sábado, todas as paródias foram apresentadas, respiramos democracia. Ganhamos o torneio. Saudades daquela manhã de sábado. Consigo imaginar agora uma simples regra de três: nossa paródia sobre democracia está para Reitora assim como uma cruz está para um vampiro.
        Talvez possam reclamar de algumas palavras dessa redação, mas tenho plena certeza que isso é o que todos pensam. Não escreveram de tal forma por serem do Grêmio e por isso devem o mínimo de respeito à Reitora. Acredito que tudo o que o presidente do Grêmio queria era essa liberdade para escrever.
        Não me silenciarei, espero que o restante dos alunos também esteja pensando assim.


Pedro Kapler Silva, aluno do Curso Técnico Integrado em Petróleo e Gás.





        Decepção. Decepção é a palavra que melhor exprime os meus sentimentos em meio aos acontecimentos dos últimos dias. Ao receber o e-mail com a notícia, eu, na minha ingenuidade pensei não ser possível que tal ato tirânico pudesse ser feito contra o nosso diretor sem as devidas provas concretas.

         O fato é que Cibele, ao destituir o cargo do nosso diretor, acusando-o de manipulação nas eleições do Conselho Superior, põe em dúvida não só o trabalho do César, mas também de todos os alunos e funcionários que pertencem ao nosso campus, e que contribuíram para o crescimento do mesmo. Cibele, em sua atitude autoritária e visivelmente política, ao exonerar César Luiz de Azevedo Dias nas Portarias do dia 28 de dezembro, também se autoexonera como educadora, educadora em seu significado natural, sim, aquela que dá e ensina práticas e normas corretas, sejam elas físicas, morais ou intelectuais.
         O que me conforta é a certeza de que ainda existem pessoas dispostas a lutar pela justiça e pelo bem-estar do nosso campus e Instituto para que só assim alcancemos nossos merecidos objetivos e a tal da democracia dê as caras por lá. NÃO SILENCIAREMOS!


Rebeca Rose, aluna do Curso Técnico Integrado em Hospedagem.




        Quando entramos no nosso Instituto nos deparamos com uma infraestrutura nunca antes dada a nenhum de nós, tanto em termos de equipamentos, qualificação dos professores, qualidade do ensino e apoio quanto as nossos problemas de ordem pessoal e pedagógica. Nosso carinho e deslumbramento com tudo de maravilhoso que foi a nós oferecido veio crescendo no decorrer do ano e hoje, ainda mais que no início de 2009, temos orgulho em dizer que somos alunos do campus Cabo Frio e é válido dizer que foi nosso primeiro ano em funcionamento.Crescemos de forma magnífica, devido ao trabalho árduo de toda a equipe do campus, o que faz com que me sinta obrigada a agora NÃO SILENCIAR diante do que está acontecendo.

        Manifestar indignação é o primeiro passo, e aqui estou para isso.
        NÃO CONCORDO E NÃO RECONHEÇO A NOVA DIREÇÃO IMPOSTA !
        QUEREMOS DEMOCRACIA !
        E para isso é preciso que tenhamos eleições para o cargo, e para que a eleição seja de fato democrática, precisamos que hajam canditados, então, precisamos que César Dias e sua equipe continuem no nosso campus.
        Não precisamos que a reitora 'devolva' o cargo ao César, não queremos nenhuma espécie de favor nem nada do tipo, queremos apenas o direito a democracia.
        DEIXE A EQUIPE NO CAMPUS E NÓS ELEGEREMOS A MELHOR DIRETORIA !


Bárbara Rocha, aluna do Curso Técnico Integrado em Petróleo e Gás.



Pra começar, Feliz Ano Novo!

        Venho por meio desta mensagem expressar minha indignação com os fatos apresentados pelo Grêmio a nós, alunos do campus Cabo Frio. Confesso que fiquei assustada ao ler a carta que o nosso diretor do grêmio, Thomas, escreveu. Nunca pensei que poderíamos sofrer tamanho golpe, nos vendo obrigados a voltar em nossas aulas de história para reconhecer a ditadura que nos está sendo imposta. Sinceramente, não esperava isso de uma reitoria tão renomada quanto a do IF Fluminense, que afinal, é a que rege todos os campi. Agora, paro para pensar... é nas mãos de uma reitoria capaz de cometer um golpe tão injusto que está a nossa escola ?? Está certo que somos uma unidade pertencente ao Campos-Centro, mas não podemos nos calar diante de tamanha injustiça e calúnias com nossa direção. Devemos nos unir e lutar junto pela democracia que tanto queremos. Não podemos ficar de braços cruzados esperando que pessoas mais "poderosas" decidam o destino de nosso campus. Afinal a direção, como o nome já diz, direciona uma escola. E até agora estávamos sendo direcionados para o caminho do sucesso.
        Enfim, quero que saibam que podem contar comigo nesta luta. Vamos protestar para que nossa direção permaneça.
        E obrigada pelas informações.


Nívea A. Rosa, aluna do Curso Técnico Integrado em Petróleo e Gás.




        Demorei bastante tempo para me decidir como começaria esse texto, então resolvi começá-lo assim: começando. Assim, meio desajeitado, mas começar começando. Repasso mentalmente todas as coisas sobre as quais não posso deixar de falar e vem um medo, aquele medo de não conseguir falar de todas as coisas sobre as quais não se pode deixar de falar ou, pior, fazê-lo de forma inapropriada. Ou, assim, desajeitada. Que seja.
        Ouço por aí muitas coisas sobre o Instituto. Que transforma vidas e modifica histórias, com letra minúscula (e faz História, com letra maiúscula). Que “entrar é fácil, difícil é permanecer”. Que “vai garantir o seu futuro, filha!”. Etc, etc. Mas de todos esses comentários, existe um em especial que ficou na minha cabeça, meio preso em algum lugar entre neurônios, parafusos e outros ingredientes dessa massa um tanto quanto cerebral. “A Escola de Oportunidades”, disseram. Ouvi. Refleti. Embora à época tenha concordado plenamente, hoje penso em outras possibilidades.
        Ao entrar no Instituto, somos como crianças assustadas – e sinto-me apta a “ser”, na primeira pessoa do plural, pois nunca soube de alguém que discordasse que a expressão da maioria dos calouros seja, sim, de puro susto. Para essas crianças assustadas, o Instituto é, nada mais, nada menos, que “A Escola de Promessas”. Promessas não verbalizadas, é claro, mas promessas, dessas que se formam na mente das pessoas quando são criadas expectativas acerca de qualquer coisa. Com o tempo, vira “Escola dos Deslumbres”. O aluno, menos assustado com o desconhecido daquele espaço, o que agora já nem é mais tanto, se apaixona pelas possibilidades, pelo movimento, pelos recursos de laboratório e mídia, pela paixão que não se contém por trás do brilho dos olhos de cada professor, de cada funcionário. Se apaixona junto.
        Essa paixão não morre, mas aos poucos ele é absorvido pelas tensões que tanto os assombravam lá no início. “Bem que me diziam que não seria fácil estudar aqui.” Avaliações, trabalhos intensos. A “Escola dos Deslumbres” vira, subitamente, a “Escola da Tensão”. E aquela chama, aquela chama apaixonada dos olhares de alguns professores parece incendiar um pouco a gente, e quanto mais firmemente acreditam em nosso potencial, maior a cobrança, interna e externa, maiores os trabalhos, maior a tensão. Não é fácil. Mas ao fim do ano letivo, nos víamos abraçados à beira de lágrimas gritando “Conseguimos! Nós sobrevivemos!”. Acabamos descobrindo que, quanto mais árdua, a batalha, mais doce é o gosto da vitória.
        Nós amamos essa escola. Não é esse tipo de amor adolescente que dá e passa, mas um amor profundo, daqueles que chegam a doer, e às vezes doem.
        Mas hoje, a nossa “Escola de Oportunidades”, nossa “Escola de Futuros”, está de luto. E dói, dói muito sequer imaginar que a chama possa apagar. Dói ver uma equipe brilhante de educadores brilhantes que desempenharam um trabalho brilhante sendo escorraçada e tratada como lixo. Essa dor que dói tanto é proporcional ao carinho que sempre sentimos e nunca deixaremos de sentir por eles: seus nomes, acompanhados sempre de um semblante gentil e uma expressão de tranqüilidade e de “Calma, as coisas vão se resolver!”, marcaram nossa história pessoal, assim como sem dúvida marcaram a da região e do Instituto. Dói ver tanta história desconsiderada sem o menor propósito. Dói saber que, por mais que gritemos, façamos manifestações e protestos, no fim das contas nossas mãos permanecerão atadas. Dói. Dói muito.
        Como poderemos voltar às salas de aula e falar sobre democracia? Como conseguiremos encarar os olhos de nossos professores sem que seja transmitida somente a mensagem: Isso tudo não passa de hipocrisia, por que não paramos de mentir pra nós mesmos? Porque, em um país que se diz democrático, ainda nos deparamos com atitudes tirânicas, déspotas, de pessoas que, infelizmente, estão acima de nós, controlando poderes acima dos nossos. Como se espera que conversemos sobre a importância do pensamento crítico e do debate, defendida pelos gregos há milhares de anos? Não seriam esses os pilares da educação como a conhecemos hoje? O que estão fazendo conosco é, além de tudo, subestimar nossa inteligência e capacidade de pensar criticamente. É um atentado contra ela. A forma com que tudo foi articulado não permitiu brechas para debate – foi um golpe. Onde está a democracia?
Em História (com letra maiúscula) conhecemos Che Guevara. De sua boca, vieram as seguintes palavras: “As tantas rosas que os poderosos matem nunca conseguirão deter a primavera.” Faço das palavras de Che, as minhas. Nós lutaremos. Gritaremos até ficar roucos, queremos a volta da democracia e de tudo aquilo que aprendemos a amar.
E não. Não silenciaremos.


Fernanda Ramos, aluna do Curso Técnico Integrado em Hospedagem




         Olá, sou uma aluna do FANTÁSTICO IFF de Cabo Frio, no final deste ano concluirei meu curso e me formarei em técnica em eletromecânica, estou escrevendo isso para que vocês do site do IFF percebam a minha, e tenho certeza, de todos os outros alunos deste IFF, consideração e indignação se sua equipe se desfizer. O chamo de fantástico pois, além de ser um instituto onde sempre prevaleceu a ética, a força de vontade e a democracia, sua equipe sempre andou ao lado de nós alunos, percebendo nossos medos, avaliando nossos interesses e dando-nos apoio e força nos nossos objetivos. O IFF de Cabo Frio é novo, tem apenas um ano, mas isso não foi nenhum problema para ele, aos poucos conseguiu se mostrar, e hoje toda região dos lagos e todos os jovens dela, têm ciência dele, sabem de sua integridade, e se tornou sonho para muitos destes jovens entrar nessa escola. Estou de férias, e nesse intervalo trabalhando, ao abrir meu e-mail no trabalho me entristeci muito com algumas notícias que recebi, fiquei indignada com a reitoria do Instituto Federal Fluminense que disse que nosso, tão querido diretor César, teria manipulado nós alunos e seus servidores durante o conselho diretor. Essa acusação é de alta seriedade, e merecedora de punição! Eu e meus companheiros de curso técnico nunca fomos manipulados dentro deste Instituto, muito pelo contrário, o diretor sempre nos deu voz para que sempre falássemos o que estava acontecendo, o que estávamos achando do curso, coisas boas ou ruins, com isso, ele se prontificava sempre para o melhoramento do instituto.
         O que está acontecendo realmente? A reitoria do IFF está agindo com desrespeito com seus alunos, está tendo falta de consideração e está sendo hipócrita! Reitoria, se realmente isso aconteceu, PROVE, pois uma denúncia desse porte merece veracidade! O IFF é nosso, é dos alunos que o constituem, merecemos acima de tudo RESPEITO , VERDADE, merecemos DEMOCRACIA.


Andressa Martins, aluna do Curso Técnico em Eletromecânica.


sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Carta de Repúdio



        Golpes políticos são marcados por atitudes repugnantes. No Instituto Federal Fluminense não é diferente. Na tarde de 30 de dezembro deste 2009, às vésperas do final do ano, somos surpreendidos com a notícia de que a Reitora da nossa Instituição destituíra o diretor do nosso campus, Cabo Frio, e sinalizara a transferência de toda a equipe de volta para o campus sede. Em portaria assinada no dia 28/12/2009 e publicada no Diário Oficial da União do dia 30/12/2009, Cibele Monteiro exonera o Professor César Luiz de Azevedo Dias da direção do campus, e, logo em seguida, nomeia a até então Pró-Reitora de Ensino, Romilda Suinka, para o cargo de diretora.
        No meio de toda essa reviravolta, uma explicação foi apresentada para que as atitudes de Cibele adquirissem algum sentido. E a explicação é mítica: a Reitora alega que no decorrer das eleições para o Conselho Superior, ocorridas no último 10 de novembro, – quando, ressalte-se, os candidatos apoiados pela Reitoria não foram os escolhidos nem pelos alunos nem pelos servidores do campus Cabo Frio – a direção do campus teria manipulado os alunos em suas decisões e votos, fator pelo qual o diretor César e sua equipe deveriam ser afastados de suas funções. O problema reside no fato de que a informação não procede – como foi definido na Nota de Esclarecimento divulgada por este Grêmio Estudantil. Logo, cai por terra o argumento da Reitoria.
        Diante de tais fatos, pairam algumas indagações: por que a destituição do Professor César? Qual o real motivo? Por que essa decisão é tomada justamente nessa época do ano, quando a comunidade acadêmica está completamente dispersa e impossibilitada de exercer seu papel de repúdio? Aliás... onde está a democracia nessa decisão tomada pela Reitora? Cibele aniquila o direito democrático de alunos, funcionários e professores do campus ao publicar suas portarias tirânicas sem ao menos fazer uma consulta a todos nós.
        Perante tudo isso, a impressão que nos fica é de que Cibele Monteiro cultiva uma picuinha política com nosso campus e nosso diretor. Amanhã entra em vigor a autonomia dos campi. Ao destituir o Professor César da direção do campus Cabo Frio, transferir sua equipe para o campus sede, e preencher a vaga com Romilda Suinka, - tudo feito em 30 de dezembro, a dois dias das novas regras que impossibilitariam essa manobra - Cibele Monteiro monta sua conjuntura política. Quando o processo eleitoral para o cargo de diretor do campus for iniciado, a única pessoa que cumpre todos os requisitos para se candidatar será Romilda. Transferindo César Dias e sua equipe para o campus Campos, a Reitora impede que qualquer um deles seja candidato ao cargo. Daqui a quatro anos, quando houver novas eleições para diretor do campus, novamente a única candidata apta será Romilda Suinka.
        Ao se utilizar do Instituto e de porcas artimanhas políticas para resolver seus problemas pessoais, Cibele revela uma faceta inaceitável para o cargo que ocupa. Nós, alunos, não podemos sucumbir a esse tipo de caráter déspota. Seja qual for o motivo da Reitoria para a exoneração do Professor César Dias da direção, por que não mantê-lo em Cabo Frio e deixar que o corpo do campus decida, em eleições diretas, quem deve ocupar o cargo? Para uma Reitoria que teve um lapso democrata, essa deveria ser uma atitude digna. O que não podemos e não faremos é deglutir oito anos de Romilda Suinka goela abaixo. É inaceitável.
        O Instituto pertence àqueles que nele estão. Isso inclui alunos, professores e funcionários. A democracia deve ser respeitada. Não toleraremos atitudes arbitrárias. O comportamento da Reitora Cibele Monteiro nos remonta a abril de 64. Se os tempos de ditadura voltarem para o Instituto Federal Fluminense, o que nos conforta é que, apesar da luta, a democracia vence no final da história. E, além do mais, a luta não nos preocupa, estamos preparados. Se preciso for, lutaremos com gosto. Junto com professores e funcionários do nosso campus, nós, alunos, elegeremos democraticamente a direção que queremos. Custe o que custar. O que não podemos é deixar que nossa fábrica de futuros se torne um brinquedo na mão de políticos travestidos de educadores.


Cabo Frio, 31 de Dezembro de 2009




Thomas Speroni
Presidente do Grêmio Estudantil




Fernanda Ramos
Diretora de Imprensa







Nota de Esclarecimento


        O Grêmio Estudantil do Instituto Federal Fluminense – Campus Cabo Frio – traz esclarecimentos em relação às acusações da Reitoria quanto ao comportamento dos alunos desse campus nas eleições para o Conselho Superior, ocorridas em 10 de novembro do corrente ano.
        A Reitoria diz que a direção do campus Cabo Frio manipulou, durante o processo eleitoral, os alunos do campus no tocante aos seus votos e decisões.
        O Grêmio Estudantil, como entidade representativa dos alunos, rechaça essa afirmação. É MENTIRA. Em momento algum os alunos foram abordados por qualquer funcionário da direção para tratar sobre preferências e direcionamentos políticos nas eleições para o Conselho. Não fomos influenciados por qualquer postura ou atitude da direção do campus. Ao contrário, visto que estes assumiram um caráter democrático, permitindo-nos e criando condições para articulação política com outros campi e liberdade total para o diálogo entre a comunidade acadêmica.
        Cabe esclarecer: o que nos espanta é esta postura ironicamente democrata da Reitoria. Fomos, sim, lesados no processo eleitoral. Mas pelo órgão que comanda a direção geral do Instituto, visto que fomos informados das eleições para o Conselho Superior em um curtíssimo espaço de tempo. Este desrespeito foi, inclusive, comentado em um blog independente e não-oficial, redigido por alunos.
        Objetivando: a afirmação da Reitoria, de que fomos manipulados pela direção de nosso campus no processo eleitoral do Conselho Superior, é falsa.


Cabo Frio, 31 de Dezembro de 2009




Thomas Speroni
Presidente do Grêmio Estudantil




Fernanda Ramos
Diretora de Imprensa









"Obriga-o a compor a mentira alheia para a usar como se fosse a própria verdade. Permeiam a nossa obediência, castigam a nossa inteligência e desalentam a nossa energia criadora. Somos opinados, mas não podemos ser opinadores. Temos direito ao eco, não à voz, e os que mandam elogiam o nosso talento de papagaios. Nós dizemos não: nós negamo-nos a aceitar esta mediocridade como destino.
Nós dizemos não ao medo. Não ao medo de dizer, ao medo de fazer, ao medo de ser. O colonialismo visível proíbe dizer, proíbe fazer, proíbe ser. O colonialismo invisível, mais eficaz, convence-nos de que não se pode dizer, não se pode fazer, não se pode ser. E neste estado de coisas, nós dizemos não à neutralidade da palavra humana. Dizemos não aos que nos convidam a lavar as mãos perante as quotidianas crucificações que ocorrem ao nosso redor. À aborrecida fascinação de uma arte fria, indiferente, contempladora do espelho, preferimos uma arte quente, que celebra a aventura humana no mundo e nela participa, uma arte irremediavelmente apaixonada e briguenta."

GALEANO, Eduardo, Nós Dizemos Não, Editora Revan, Brasil, 1990.






Contador free