domingo, 3 de janeiro de 2010



        Decepção. Decepção é a palavra que melhor exprime os meus sentimentos em meio aos acontecimentos dos últimos dias. Ao receber o e-mail com a notícia, eu, na minha ingenuidade pensei não ser possível que tal ato tirânico pudesse ser feito contra o nosso diretor sem as devidas provas concretas.

         O fato é que Cibele, ao destituir o cargo do nosso diretor, acusando-o de manipulação nas eleições do Conselho Superior, põe em dúvida não só o trabalho do César, mas também de todos os alunos e funcionários que pertencem ao nosso campus, e que contribuíram para o crescimento do mesmo. Cibele, em sua atitude autoritária e visivelmente política, ao exonerar César Luiz de Azevedo Dias nas Portarias do dia 28 de dezembro, também se autoexonera como educadora, educadora em seu significado natural, sim, aquela que dá e ensina práticas e normas corretas, sejam elas físicas, morais ou intelectuais.
         O que me conforta é a certeza de que ainda existem pessoas dispostas a lutar pela justiça e pelo bem-estar do nosso campus e Instituto para que só assim alcancemos nossos merecidos objetivos e a tal da democracia dê as caras por lá. NÃO SILENCIAREMOS!


Rebeca Rose, aluna do Curso Técnico Integrado em Hospedagem.


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"Obriga-o a compor a mentira alheia para a usar como se fosse a própria verdade. Permeiam a nossa obediência, castigam a nossa inteligência e desalentam a nossa energia criadora. Somos opinados, mas não podemos ser opinadores. Temos direito ao eco, não à voz, e os que mandam elogiam o nosso talento de papagaios. Nós dizemos não: nós negamo-nos a aceitar esta mediocridade como destino.
Nós dizemos não ao medo. Não ao medo de dizer, ao medo de fazer, ao medo de ser. O colonialismo visível proíbe dizer, proíbe fazer, proíbe ser. O colonialismo invisível, mais eficaz, convence-nos de que não se pode dizer, não se pode fazer, não se pode ser. E neste estado de coisas, nós dizemos não à neutralidade da palavra humana. Dizemos não aos que nos convidam a lavar as mãos perante as quotidianas crucificações que ocorrem ao nosso redor. À aborrecida fascinação de uma arte fria, indiferente, contempladora do espelho, preferimos uma arte quente, que celebra a aventura humana no mundo e nela participa, uma arte irremediavelmente apaixonada e briguenta."

GALEANO, Eduardo, Nós Dizemos Não, Editora Revan, Brasil, 1990.