quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Após mudança, mais boatos rondam IFF*

Simone Fraga


        A exoneração, em Cabo Frio, do diretor do campus do Instituto Federal Fluminense (IFF), César Dias, pela reitora Cibele Daher ainda não agrada aos estudantes da instituição. Na segunda-feira, rumores de uma possível destituição do cargo de diretor adjunto davam conta da saída de Bartolomeu Arruda, o que não foi confirmado pela assessoria até ontem. Com grande repercussão na internet, os estudantes, mesmo em período de férias, apontam a situação como “morte da democracia”.
        O presidente do Grêmio Estudantil, Thomas Speroni, destacou que na instituição havia rumores da possível saída do diretor adjunto do IFF da cidade. No entanto, a notícia não foi confirmada. A equipe de reportagem também tentou contato com a reitora do IFF, mas não obteve êxito.
        A saída de César teria sido motivada pelo desempenho ruim dos candidatos apoiados pela reitoria na urna de Cabo Frio para a eleição do Conselho Superior do IFF.



*Matéria publicada no jornal Folha da Manhã no dia 12 de janeiro (disponível virtualmente no Folha da Manhã Online - para ter acesso às reportagens, é necessário fazer cadastro)


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"Obriga-o a compor a mentira alheia para a usar como se fosse a própria verdade. Permeiam a nossa obediência, castigam a nossa inteligência e desalentam a nossa energia criadora. Somos opinados, mas não podemos ser opinadores. Temos direito ao eco, não à voz, e os que mandam elogiam o nosso talento de papagaios. Nós dizemos não: nós negamo-nos a aceitar esta mediocridade como destino.
Nós dizemos não ao medo. Não ao medo de dizer, ao medo de fazer, ao medo de ser. O colonialismo visível proíbe dizer, proíbe fazer, proíbe ser. O colonialismo invisível, mais eficaz, convence-nos de que não se pode dizer, não se pode fazer, não se pode ser. E neste estado de coisas, nós dizemos não à neutralidade da palavra humana. Dizemos não aos que nos convidam a lavar as mãos perante as quotidianas crucificações que ocorrem ao nosso redor. À aborrecida fascinação de uma arte fria, indiferente, contempladora do espelho, preferimos uma arte quente, que celebra a aventura humana no mundo e nela participa, uma arte irremediavelmente apaixonada e briguenta."

GALEANO, Eduardo, Nós Dizemos Não, Editora Revan, Brasil, 1990.